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Avaliação do Trabalho com Competências Socioemocionais

O estímulo ao desenvolvimento das competências socioemocionais entre estudantes desde os anos escolares iniciais tem sido uma grande aposta da Educação para o século XXI e, no Brasil, é uma aposta estruturada pelas competências gerais da Base Nacional Curricular Comum (BNCC).

A Fundação Bradesco é, no Brasil, uma das instituições pioneiras no trabalho com as competências socioemocionais, que tem sido desenvolvido, desde 2017, em 37 unidades escolares da rede, a partir de dois Programas: Semente e Compasso. O programa Compasso, desenvolvido junto aos anos iniciais do Ensino Fundamental I, propõe o ensino de competências socioemocionais e habilidades de autorregulação, a partir da escuta, empatia, autocontrole, resolução de problemas. Já o programa Semente é adotado para os estudantes do Ensino Fundamental II e Ensino Médio e tem como referência cinco pilares da educação socioemocional: autoconhecimento; autocontrole; empatia; decisões responsáveis e habilidades sociais. Esses Programas estruturam dois componentes curriculares dedicados ao ensino das competências socioemocionais nas escolas da Fundação Bradesco: o componente de Ética é ministrado para estudantes do Ensino Fundamental I e II e o componente de Projeto de Vida é ministrado para os estudantes do Ensino Médio.

Nos anos de 2018 e 2019, a Fundação Bradesco contratou a Herkenhoff & Prates para execução da avaliação do trabalho com as competências socioemocionais nas escolas da rede. O objetivo da avaliação foi o de identificar e mapear atores e elementos que contribuíam para o desempenho dos programas Compasso e Semente. Essa avaliação permitiu traçar práticas em destaque e sugerir focos de melhoria para a continuidade e fortalecimento do trabalho com as competências socioemocionais nas escolas da Fundação Bradesco.  

Desafios

Avaliar o processo de ensino de tais competências exige diferentes esforços metodológicos. Os principais desafios encontrados pela equipe de consultores da Herkenhoff & Prates foram o ineditismo da prática no Brasil e os poucos estudos que avaliem o trabalho com as competências socioemocionais num nível mais amplo, os variados níveis de conhecimento dos diversos públicos envolvidos (professores e demais funcionários da escola e família dos estudantes) sobre o que é o trabalho com as competências socioemocionais, trazendo desafios metodológicos e analíticos, e a dificuldade de avaliar a aquisição das competências socioemocionais pelos estudantes a partir de uma perspectiva mais prática e pedagógica.

A Solução

Diante dos objetivos da avaliação e dos desafios encontrados, a Herkenhoff & Prates adotou um modelo metodológico misto orientado por perguntas avaliativas. A combinação de técnicas diversas de coleta de dados e a escuta de grande parte dos públicos que compõem a comunidade escolar permitiu uma compreensão qualificada sobre os resultados iniciais alcançados pelo trabalho com as competências socioemocionais nas escolas da Fundação Bradesco. A avaliação envolveu o desempenho dos alunos e percepções e experiências dos profissionais que estão envolvidos no processo de aprendizado – e de outros espaços de socialização e consolidação de habilidades socioemocionais.

O projeto envolveu a implementação de diferentes Técnicas de coleta e análise de dados:

  1. Análise documental: A primeira fase do processo de avaliação consistiu na análise minuciosa dos objetivos e estratégias dos programas desenvolvidos nas escolas.  Desse modo, foi realiza análise documental – momento em que foram organizadas todas as informações do projeto, por série e/ou por categorias e sugeridos critérios para as matrizes de monitoramento e avaliação. Foram analisados recursos didáticos e materiais utilizados na própria exposição deste conteúdo junto aos estudantes.
  2. Pesquisa quantitativa: Questionários autoaplicados, a partir de plataforma online de coleta de respostas, com professores especialistas – encarregados de lecionar os componentes curriculares de competências socioemocionais; demais professores de série – que lecionam outros componentes curriculares; e OPEs de todas as turmas. O objetivo dessa etapa foi alcançar a implementação dos programas em todas as séries e escolas e compreender como se da a implementação dos programas nas escolas, junto aos alunos, se há diferenças entre as escolas e nos seus resultados, por meio da percepção dos docentes dos programas, OPEs e outros profissionais das escolas.
  3. Pesquisa Qualitativa – visita in loco: As visitas in loco tiveram por objetivo a aproximação dos avaliadores à realidade das escolas e da implementação do projeto. Presencialmente, pôde-se compreender, de forma mais profunda e compreensiva, as visões e percepções dos públicos envolvidos direta e indiretamente no componente curricular e a partir de seus contextos locais.

Foram realizadas visitas em cínico escolas (uma escola por região brasileira). As atividades avaliativas contemplaram estratégias de coleta de dados complementares: observação, rodas de conversas e entrevistas com docentes, OPEs, representantes das famílias dos alunos e demais profissionais relevantes para os programas e, especialmente, oficinas interativas com os alunos, adequando o tipo de atividade e sua atratividade ao perfil da faixa etária e dos objetivos de cada segmento.

Resultados

A metodologia aplicada pela equipe da Herkenhoff & Prates buscou compreender como o trabalho com competências socioemocionais é ofertado.

O trabalho com competências socioemocionais acontece de forma conjunta, envolvendo todos os profissionais das unidades escolares da Fundação Bradesco (professores, OPEs, Diretoria e demais colaboradores das unidades escolares), bem como toda a comunidade escolar, incluindo os estudantes e seus familiares.

Um dos principais acertos do projeto foi considerar a importância dos diferentes atores na avaliação do trabalho com competências socioemocionais.  As técnicas de pesquisa, de modo geral, seguiram métodos qualitativos. Os profissionais alocados no projeto são altamente qualificados e possuem ampla experiencia em práticas pedagógicas e psicopedagógicas.

As análises e os resultados apresentados possibilitaram ao cliente fazer adequações para a implementação dos programas. O ciclo de avaliações tem continuidade e, em 2020, está sendo realizado pelo terceiro ano consecutivo.

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