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Consultora da Herkenhoff & Prates apresenta artigo acadêmico no VI Congreso Latinoamericano WAPOR Santiago 2014, em Santiago, Chile

Nathália Porto, consultora da Herkenhoff & Prates, apresentará seu artigo “Aportes sobre tolerância política no Brasil: resgates, aplicações e limites prático-conceituais” durante o VI Congreso Latinoamericano de la Asociación Mundial Para la Investigación en Opinión Pública (WAPOR) (ou, em tradução livre, VI Congresso Latino-americano da Associação Mundial para Pesquisa em Opinião Pública), na cidade de Santiago, Chile.

WAPOR Santiago 2014 acontece entre os dias 18 e 20 de junho, na Biblioteca Nicanor Parra, na Universidad Diego Portales e terá como tema central: “Opinião Pública, Crise de Representação e Novas Formas de Participação”, enfocando o papel das pesquisas nos processos de formação da opinião pública e as crises de representação política que afetam diferentes países da América Latina.

O WAPOR teve sua primeira edição realizada em 2008, na cidade de Colónia, Uruguai. Desde então, outras quatro edições foram realizadas anualmente em países latino-americanos como Peru, México, Brasil e Colômbia.

Veja o resumo do artigo elaborado pela Nathália:

O artigo propõe um exame do conceito de tolerância política aplicado ao Brasil, analisado em suas aplicações e limitações. O estudo sobre este padrão atitudinal sob uma visão culturalista, com a necessidade de explicar a ocorrência de tensões intergrupos por meio de uma ótica comportamental, que prioriza modelos de ethos e distinções entre grupos. A tolerância política possui ligações incontestáveis com a própria ideia de democracia, sobretudo a liberal, cujo baluarte sempre foi a liberdade de discurso e expressão, e, entendida como um padrão atitudinal, possui um viés inclusivo: ser capaz de tolerar a existência de um grupo significa ser capaz de tolerar a sua expressão política. Utilizando a teoria sobre tolerância, o objetivo da pesquisa é ampliar o quadro informativo brasileiro, adequando-o ao cenário do país. Sabe-se que as temáticas e grupos-alvo podem divergir de outros regimes, mas o caso brasileiro merece atenção pela diversidade de grupos e motivações latentes. A discussão que se faz neste trabalho procura testar o pressuposto teórico de que os padrões cognitivos das atitudes políticas são os menos maleáveis, inserir o modelo tradicional na análise da realidade brasileira e apontar novos caminhos para o estudo da tolerância política no país.

Palavras-chave: Tolerância política – Comportamento – Atitudes políticas – Brasil – Cultura política

Equipe de Comunicação da H&P

Nathália Porto é bacharel em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e mestranda em Ciência Política também pela UFMG. Consultora da Herkenhoff & Prates desde 2013, atualmente coordena o projeto de avaliação Economia Solidária da Fundação Banco do Brasil.

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